Pós-jogo: Palmeiras 1 x 1 Figueirense – Faltou pouco para vitória. Mas, está bom.

O sentimento de desconfiança que predominava em alguns torcedores alvinegros foi mandado para o espaço após o empate de 1 a 1 dentro do Parque Antártica com 20 mil pessoas. A cisma de ser goleado fora de casa também foi deixada de lado. O time treinado por PC Gusmão praticou em São Paulo o jogo da sua afirmação e provou a todos que o Furacão pode voltar a soprar forte no brasileirão.

Pitacos

* Palmas para aplicação tática do Figueirense, para a superação da equipe dentro do campo, para o esforçado Magal, para o guerreiro Asprilla, para o trombador Tadeu e, em especial, para os santos alvinegros: São Wilson e São Cleiton Xavier.

* Com cinco minutos de jogo o árbitro Héber Roberto Lopes já tinha distribuído dos cartões amarelos. Um para Bruno Aguiar, do Figueira, e outro para o chileno Valdívia, do Palmeiras, seria uma síntese de um jogo violento, porém o começo do duelo não serviu do espelho para o restante da partida.

* Confesso que sempre fico com um pé atrás quando vejo o juiz carecone, Héber Roberto Lopes, apitando partidas do alvinegro. Marquinho até saiu chiando com a arbitragem. No entanto, achei que o árbitro paranaense esteve bem e não influenciou no resultado.

* Wanderlei Luxemburgo na sua primeira convocação como técnico da seleção chamou o então defensor do Vasco, Odvan. Ao justificar a convocação, o professor Luxa qualificou o zagueiro vascaíno como sendo o zagueiro-zagueiro. A mesma nomenclatura pode ser utilizada com o xerife do Figueira, Asprilla. O zagueiro-zagueiro de PC Gusmão.

* Não entendi essa do número da camisa ser colada. Ficou feio para empresa de material esportivo que patrocina o Figueirense.

* O atacante Lenny será uma eterna promessa. Contra o Furacão, só levou perigo quando arriscou jogadas individuais, mas falta ao garoto melhora no passe e no poder de conclusão.

* De mago, Valdívia não teve nada.

* Faltou um pouco de objetividade ao poder de fogo do alvinegro. A equipe conseguia chegar perto da área, mas faltava um toque especial.

* Quando o diferencial apareceu surgiu também o gol. Lindo drible de Marquinho e cruzamento perfeito para Cleiton Xavier, que dispensa maiores comentários. Marcos está procurando a bola até agora. Vale ressaltar que foi o gol 250 do campeonato brasileiro.

* Rodrigo Fabri não entrou bem no jogo. O meia não deu a velocidade nos contra golpes. No entanto, ainda tem crédito de sobra.

* Post número 100 do Meu Figueira. Só alegria.

Mais um compromisso fora

Sem muito descanso, domingo já tem o Ipatinga, que marcou toca contra o Cruzeiro. Sinceramente, acredito num resultado positivo do Figueirense, principalmente se a equipe prosseguir neste processo de evolução técnica e tática. Quem sabe o Furacão não traga três pontos da bagagem do Vale do Aço.

Ficha técnica

Palmeiras: Marcos; Fabinho Capixaba, Jeci, Gladstone e Jefferson; Pierre (Wendel, depois Evandro), Leo Lima, Diego Souza e Valdivia; Alex Mineiro e Lenny (Denílson).
Técnico: Wanderley Luxemburgo

Figueirense: Wilson; Anderson Luiz, Bruno Aguiar, Asprilla e Leandro Soares; Diogo, Magal, Cleiton Xavier e Marquinho (Ricardinho); Tadeu (Rafael Coelho) e Edu Sales (Rodrigo Fabri)
Técnico: Paulo César Gusmão

Gols: Cleiton Xavier, aos 16, e Alex Mineiro, aos 26 minutos do segundo tempo.

Cartões Amarelos: Valdivia (Palmeiras) e Cleiton Xavier e Bruno Aguiar (Figueirense).

10ª Rodada: 10/07/2008, 20h30
Estádio: Parque Antártica
Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR)
Assistentes: Aparecido Donizetti Santana (PR) e Roberto Braatz (PR)

Opinião da Rodada

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