Wilson, um sujeito boa praça 

Domingo de eleições, a região da Grande Florianópolis amanheceu com um tempo meio nublado, nem frio, nem quente, sem jogos na televisão, então o negócio é ficar em casa, descansando e navegando na internet. Por isso, o site Meu Figueira disponibiliza um excelente material para entreter os torcedores alvinegros nesse domingo meio chocho. A entrevista do mês de outubro, que inspirado nas eleições foi democrática e o escolhido foi o goleiro Wilson.

Natural da cidade de Santo André, o dono da camisa 1 do Figueirense há mais de um ano, Wilson Rodrigues de Moura tem 1,85m e está com 24 anos. Ele chegou ao clube do Estreito no catarinense do ano passado. Sua estréia não poderia ser em melhor hora, vitória em um clássico de 3 a 0 sobre o Avaí, num dia que o atacante Ramon, coração valente, anotou os três tentos alvinegros.

Daquele clássico em diante, Wilson não perdeu mais a condição de titular e é hoje um dos maiores, se não o maior, ídolo da nação alvinegra. Ele recebeu a reportagem do Meu Figueira antes de embarcar para o Rio de Janeiro. Mostrou ser um sujeito boa praça, caseiro e de fala mansa.

Ele conversou sobre seu futuro, a relação com o Figueirense, a situação do clube na Série A e admitiu gostar muito de internet, sendo inclusive freqüentador do Meu Figueira.

Confira na íntegra a entrevista com o goleiro Wilson. Detalhe que como foi combinado, as perguntas deixadas no site pelos internautas foram feitas ao arqueiro.

Futuro no Figueirense - Guilherme

W: Meu contrato com o Figueirense é até o final do ano e estou por empréstimo do Flamengo ainda. No futebol falar sobre futuro é complicado. As coisas mudam de uma para outra, mas a minha vontade é ficar, tanto que tenho minha estabilidade aqui, um reconhecimento com a torcida. E a preferência é ficar no Figueirense ano que vem. Claro que tem de estar de olho no meu futuro, vê as condições com o Flamengo e coisas que podem acontecer. Mas, minha prioridade é ficar aqui.

Convívio com os familiares – Alfredo Ramos

W: Meus pais estão morando no Rio de Janeiro, mas eu já comprei um apartamento e minha vontade é morar aqui. Meus pais também sempre que podem vem para cá passam uns dias aqui e também se habituaram à cidade e a vontade deles é mais para frente vir morar em Florianópolis.

Estrutura do clube - Marcello Zibetti

W: Desde que cheguei vi um clube com uma estrutura muito boa, que dá condições de trabalho, salários em dia e um CT com boa qualidade para se trabalhar. Claro, que ainda, está atrás dos grandes clubes do futebol brasileiro. Mas, com certeza, no futuro o Figueirense vai ser um grande clube do futebol brasileiro, ainda mais com essa possibilidade de entrar no clube dos 13 e vai crescer bastante.

Defesa mais importante - Rafael Petry

W: Pela importância, contra o Criciúma, na primeira partida da final do campeonato catarinense. Uma defesa de um chute que fiz do Beto, que ele bateu da entrada da área que eu pude fazer a defesa e acho que foi a mais importante.

Abandonar o clube - Mateus

W: O Figueirense passa por dificuldades, mas abandonar o clube eu nunca pensei, até porque tenho um contrato e pelo fato do Figueirense ter me dado uma oportunidade. Antes de vir para cá estava só treinando no Flamengo e o Figueirense me abriu as portas e graças ao clube eu tenho um reconhecimento bom no futebol brasileiro. Não ia ser na primeira dificuldade que aparecesse que eu ia abandonar o clube. Estou com o time até o final em todas as dificuldades

Melhores atacantes da Série A - Daniel Andrade do Herval

W: Kleber Pereira, ele dentro da área é diferenciado, e o Alex Mineiro também é um grande atacante e na partida contra o Palmeiras lá deu bastante trabalho.

Capitão da equipe - Daniel Andrade do Herval

W: Nenhum técnico ofereceu a faixa de capitão. O capitão vai da confiança do treinador e só pode ser um. Mas, capitão é muito relativo, não é porque eu vou estar com a faixa de capitão, que eu vou comandar mais ou menos. Cada um tem sua liderança dentro do grupo e eu procuro orientar principalmente a defesa.

O que precisa melhorar na reta final

W: Nós tivemos um crescimento depois da chegada do Mário Sérgio é notável. Fizemos uma boa partida contra o Cruzeiro, mesmo não conseguindo a vitória, e um empate importante com o Atlético Mineiro. Contra o Cruzeiro fizemos bastantes gols, mas infelizmente sofremos bastantes, já contra o Atlético não tomamos, o que era muito difícil, mas não fizemos. Então, temos que encontrar esse equilíbrio de uma defesa bem instável e um ataque eficiente para que possamos retomar o caminho das vitórias

Se não fosse jogador de futebol… - Daniel Andrade do Herval

W: Desde pequeno eu jogava futebol. Mas, eu comecei a fazer faculdade de Educação Física, lá no Rio de Janeiro, gosto dessa área e atuaria numa academia. Infelizmente não conclui, porque é difícil conciliar com o futebol.

O que faz fora do clube – Fábio Costa

W: Quando não estou na internet conversando com familiares, fico em site de notícias e informações de outras equipes, é muito importante estar atualizado. E aqui em Florianópolis estou sempre com a minha namorada, vou ao cinema e shopping. Sou um cara tranqüilo, mais caseiro e é o que procuro fazer nas minhas horas de folga.

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