O alvinegro entrou em campo sabendo quem enfrentaria na final caso despachasse o Joinville, o Avaí. Um motivo a mais para buscar a classificação, além da vaga para final e a garantia de participar da Copa do Brasil de 2012.
Precisando apenas do empate o Figueirense entrou mais lento e o Joinville, por outro lado, necessitando da vitória, buscou mais o jogo. O time em certo momento do jogo teve o controle, porém do lado alvinegro havia um dupla que iria brilhar, Aloísio e Fernandes. Eles definiram o jogo.
Primeiro tempo
O Joinville não apenas buscou mais a partida no início de jogo. O próprio esquema tático do alvinegro proporcionava condições para o maior domínio de posse de bola do time visitante. Branco saiu com três volantes (Ygor, Jackson e Doriva) e apenas um meia de criação, Fernandes. Roni, outro meia, entrou como segundo atacante, atuando mais próximo a Aloísio.
Apesar do Joinville ter maior posse de bola, o Figueirense jogou melhor em todo primeiro tempo. Quando saiu ao ataque, teve boas oportunidades, principalmente com a dupla Fernandes e Aloísio. De um lado a velocidade e garra de Aloísio e do outro os bons passes e a inteligência de Fernandes.
Na melhor oportunidade do primeiro tempo Fernandes recebeu bola no meio e saiu em velocidade. Acompanhado por Aloísio tabelou na entrada da grande área e recebeu de frente para o gol. Fernandes não vacilou e fuzilou, Figueirense abriu o placar.
Apesar do gol, o jogo continuou a ter o Joinville com maior posse de bola e ao mesmo tempo o Figueirense continuava levando mais perigo. Atacava quando queria e precisou ser parado com faltas.
Não demorou para aparecer os cartões, primeiramente os amarelos e logo o vermelho. Lino, o melhor zagueiro do Joinville, após parar Aloísio em mais um contra-ataque, levou o segundo amarelo, e consequentemente o vermelho.
Um gol a mais no placar e com um jogador a mais em campo o Figueirense terminou o primeiro tempo em vantagem. Partida sobre controle.
Segundo tempo
Com um jogador a menos, Argel mudou o time no segundo tempo. Lançou Carlos Alberto e Alex para reconstuir a parte defensiva do JEC e manter o setor ofensivo. Não adiantou muito. Após perder seu melhor defensor, a reestruturação defensiva não funcionou e perdeu a dominância da posse de bola.
Mais objetivo no ataque e agora com melhor posse de bola, o JEC passou a apenas observar o Figueirense. A zaga alvinegra em certo momentos ficou no meio de campo, o Joinville acuado. E não demorou para o alvinegro criar uma boa chance. Após passe de Guilherme Santos, Fernandes recebeu , passou para Aloísio, retornou para Fernandes, que, por pouco, não ampliou o placar. Jogada muito parecida com a do primeiro tempo.
Mas no futebol o imponderável está sempre presente. Mesmo com maior número em campo, o Joinville usou do contra ataque e Canuto acabou fazendo falta dentro da grande área. Aos 23 minutos Ricardinho bateu alto sem chance para Wilson e empatou o jogo.
Após o gol do JEC, confusão em campo. Argel e Marcelo Cabo, auxiliar de Branco, discutiram e foram expulsos. Argel, revoltado, demorou praticamente cinco minutos para sair. Tensão e morosidade pelo lado do Joinville, o jogo tinha tudo para ficar tenso. E ficou, para o Joinville. Apesar do gol, o Figueirense continuou a dominar e não demorou para matar a partida.
Cinco minutos depois do gol adversário, o alvinegro criou outra boa chance. Guilherme Santso fez passe no meio para Fernandes. O meia encontrou, magistralmente, Aloísio no meio da pequena área, e de frente para o gol só empurrou. Mais um gol da dupla do jogo.
E teve mais. Três minutos após o segundo gol, Guilherme Santos, também em noite inspirada, cruzou para Aloísio na pequena área. Mais uma vez Aloísio não perdoou, fez seu segundo gol e o terceiro do Figueira.
Placar fechado, mas ainda teve tempo de Aloísio provocar outra expulsão. Novamente escapando em velocidade o atacante somente foi parado com falta pelo último atleta do Joinville. Vermelho direto e fim de jogo.
Treze anos depois, o “tira teima”
O Figueirense enfrenta na final do estadual o seu maior rival. Após longos treze anos encontraremos o Avaí. O primeiro jogo será na Ressacada, e o último na casa alvinegra, o Scarpelli. O confronto também é um “tira teima”. Empatados com quinze conquistas cada um, a final definirá o time com maior número de títulos estaduais.
Desfalques
O alvinegro chega a final sem nenhum atleta suspenso por terceiro cartão amarelo ou vermelho. Apenas dois atletas são dúvidas, Botti com contratura grau um e Júlio César que, apesar de estar quase recuperado, ainda é dúvida.
Ficha Técnica
Figueirense
Wilson; Pablo, Canuto, Sandro e Guilherme; Ygor, Doriva, Jackson (Botti) e Fernandes; Roni e Aloísio
Técnico: Branco
Joinville
Ivan; Eduardo, Pedro Paulo, Linno e Badé; Fabiano Silva, Glaydson, Ricardinho e Tiago Real; Aldair e Bruno Rangel
Técnico: Argel Fucks
Local: Estádio Orlando Scarpelli (Florianópolis/SC)
Data: 29/04/2012 (Domingo)
Horário: 18h30 (de Brasília)
Transmissão: Pay Per View
Árbitro: Bráulio da Silva Machado
Auxiliares: Josué Gilberto Lamim e Helton Nunes





