Às vésperas da transferência de uma das maiores promessas do Figueirense nos últimos anos, o Clube terá direito a apenas 10% do valor total do negócio.

Apesar de arcar com todos os custos de formação do jogador, o Figueira detém o menor percentual dos direitos econômicos do atleta junto ao Banco BMG.

Após escândalo que culminou em sua saída em 2012, a Alliance, agora atuando como SM2 (ver imagens a seguir), volta à cena para lucrar com o clube. Atuando sob o mesmo CNPJ da antiga Alliance, a empresa tem como sócios Rodrigo e Leonardo Brillinger, filhos do atual presidente Wilfredo Brillinger.

De acordo com o site UOL e fontes próximas ao clube, a empresa dos Brillinger deverá receber 30% da transferência.

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O polêmico contrato

A empresa veio para administrar o Figueirense em uma época que o clube passava por uma transição de gestão delicada em 2010. Nestor Lodetti anunciou a parceria com Wilfredo Brillinger para “profissionalizar a gestão do clube”.

Segundo dados presentes nos balanços contábeis anteriores, a Alliance investiu R$500 mil reais em 2010, ano em que Wilfredo Brillinger se tornou parceiro do Figueirense. O contrato, extremamente prejudicial ao Figueirense, previa o pagamento de diversos percentuais à empresa, mesmo que o Clube desse prejuízo, o que de fato ocorreu nos quase três anos de serviços.

Sem saída

Sem dar lucro e endividado, o Figueirense acabou tendo que ceder percentuais de diversos jogadores da base para quitar a dívida com a Alliance.

Só em 2011, o Figueirense cedeu porcentagens de jogadores no valor de 8,8 milhões de reais. Entre esses atletas, Clayton estaria incluído, assim como outras promessas.

Quando essa informação veio à público, trazida com exclusividade pelo Meu Figueira, a empresa saiu do clube.

Quem ganha?

O valor investido pela Alliance na época (atual SM2) representa apenas cerca de 1% do que o clube movimenta num ano. O lucro desta transferência pode passar dos R$15 milhões por 30% do jogador.

Lembrando que o salário e todas as despesas para a formação do jogador foram do Figueirense. E que só atuando pelo Clube na Série A essa valorização foi possível.

As propostas apresentadas até aqui são por 50% do atleta: 10% do Figueirense, 30% da SM2 (antiga Alliance) e 10% do Banco BMG.

Assim, o Figueirense será o menor beneficiado e o maior prejudicado de toda essa história que envolve um inaceitável conflito de interesses.