Albeneir, Biro-biro, Genilson, Marcio Goiano, Wilson e Fernandes.

Não há alvinegro no mundo que, ao ouvir ou citar um desses nomes, não se emocione e tenha consigo um sentimento de carinho e gratidão por tudo que eles representam na história do Figueirense. Estou falando de identidade, de idolatria, coisa cada vez mais rara nos dias de hoje.

No jogo contra o JEC, eu passei a acreditar que nasceu mais um ídolo para nossa torcida tomar nos braços para cuidar, respeitar e tratar com todo o carinho que uma referência merece. Esse jogador se chama Clayton.

Esse menino, que nasceu para o futebol no Figueirense, vem sendo uma figura incontestável tamanha sua garra e orgulho por jogar no Figueira. Para quem ainda questionava sua entrega, no jogo contra o JEC ficou claro que o garoto tem fibra e não se esconde quando precisamos dele.

Além dessa garra, é visível a qualidade técnica que ele tem. É uma cara diferente que enche os olhos de qualquer um que ama e entende de futebol. Realmente vale a pena pagar um ingresso para ver Clayton em ação.

Cabe a nós torcedores reconhecer isso. Tantos talentos que aplaudimos de outros clubes e hoje podemos dizer que temos um nosso. Um talento genuinamente alvinegro. Um talento que difere até dos nossos outros ídolos não menos importantes, mas que não surgiram aqui.

Então sugiro, papais alvinegros, levem seus filhos para assistir nosso craque. Façamos que eles queiram ser o Clayton das peladas, que as meninas tenham um pôster dele no quarto, que a camisa 7  inunde toda a Santa Catarina. E que todos no Brasil, saibam que temos um ídolo, uma referência dentro e fora de campo para nós torcedores do Figueirense. Ele merece isso!

Sabemos que com o futebol como é hoje, é difícil segurar o Clayton por muito mais tempo, mas entendo que o mínimo que devemos fazer é, enquanto ele estiver aqui, tratá-lo como ele merece, ou seja, “o cara” do Estreito.