O Meu Figueira teve acesso a documentos em que a empresa Brazil Soccer, do empresário Eduardo Uram, processa o Figueirense pelo não repasse de valores referentes à venda de Clayton ao Atlético-MG.

De acordo com documentos anexados ao processo, a empresa tem 20% dos direitos econômicos do atleta. A venda foi acertada em fevereiro e conforme documentação foi dividida em quatro parcelas de 625 mil euros (março, maio, julho e setembro).

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O documento ainda cita a dívida contábil do Figueirense e o que a Brazil Soccer requer:

“No caso concreto, restou demonstrado que:
a) a Autora detinha 20% dos Direitos Econômicos do atleta Clayton da
Silveira da Silva;
b) o Réu Figueirense Futebol Clube vendeu o atleta ao Clube Atlético
Mineiro, em quantia anunciada na mídia em torno de R$ 14.000.000,00 (catorze milhões de reais), e que, por ora, está demonstrado contratualmente o pagamento de quatro parcelas fixas do valor equivalente em reais a 625 mil euros durante o ano de 2016;
c) em tal transação, o clube não fez qualquer menção aos Direitos
Econômicos do qual a Autora é detentora, num percentual de 20%, inadimplindo o avençado, como fundamento nos itens anteriores.

O perigo, por sua vez, ressai do fato de que, transferidos os valores ao clube
sem preservar a parte a que faz jus a empresa Autora, haverá o dispêndio do valor pelo clube, fazendo desparecer o crédito, de difícil recuperação tendo em vista o tamanho das dívidas da reclamada, que em seu balanço de 2014 (DOC. 18) um déficit de R$ 55 milhões de reais, sendo o clube Réu em inúmeros processos perante a Justiça Catarinense.

Estabelecidos os requisitos legais, mostra-se prudente que este juízo intime o Clube Atlético Mineiro para que deposite em juízo, em conta vinculada aos presentes autos, os valores passados, presentes e futuros, reservados à Autora na transação havida com o réu Figueirense Futebol Clube na aquisição dos Direitos Econômicos do atleta Clayton da Silveira da Silva, sob pena de multa diária e responsabilização pessoal do próprio clube pela dívida.

Ressalta-se que o depósito em juízo do valor garante o futuro resultado do processo ao mesmo tempo em que faz desaparecer o perigo de irreversibilidade da decisão.” 

Transação polêmica

Na época da transação, o Meu Figueira noticiou os problemas envolvendo a venda do jogador e o quanto receberia (ou não) o Figueirense. O negócio foi amplamente repercutido na imprensa nacional e a liberação de Clayton ao Atlético-MG demorou vários dias por inconsistências nos documentos de acordo com a CBF.

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Ainda haverá audiência em juízo para acordo entre as partes em 12 de julho.